Quem

não

tem

pão

nem

tos-

tão,

se

tem

fe-

liz

é.

Natal, 1945

-Hoje conheci um dos maiores poetas do mundo, ele se chama Deífilo Gurgel, e me orgulho em dizer que ele é da mesma terra que a minha.

10 minutos e um início de fim, novamente. É, agora tem-se que escrever, agora mesmo!

Decerto era a primeira vez que uma saliência de rocha pontiaguda entrava entre os dedos anelar e médio de Pedro. Tomado por uma fúria sem dono,  socou a montanha bem na parte em que ela exprimia suas saliências mortíferas sedentas por sangue humano. Ele socou aquela coisa que os homens chamam de “montanha”!

Sentiu uma dor lancinante, de  estilhaçar seus olhos em seus pensamentos. E passará o tempo.

Já velho, Pedro jamais voltaria a mexer aquele anelar da mesma maneira novamente.

Ele socou porque quis.

fevereiro 13, 2012


4 – Nascer

Quando o sol vai construindo sua casa pela manhã, lentamente, pintando variações de cores conseguidas apenas por alguns mestres da pintura, no espaço do nascer do dia irrompiam-se.

Era que agora, mas não o agora no tempo exato, perfeito, lapidado como um vidro de ampulheta, Pedro sentia a ponta fria da liberdade encostando-se a seu peito. O fazia se encher de boas palavras em seu coração, e uma determinação do Quixote de Cervantes a todo o momento, todo momento lembrava que tinha olhos, mãos, boca, pernas, braços. E isso acontecia, e eram momentos em uma vida humana.

Sua pele estava pouco mais reluzente e secretamente, em qualquer momento, ele visitava alguns por do sois em montanhas construídas em sua imaginação.

Ficava lá no topo, junto com todo o dourado caindo nos braços do horizonte por horas, dias, anos, dinastias e impérios…

Ahô!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.