32, 33 e 34.
julho 7, 2011
Carmem, serrando suas unhas, parada enconstada na soleira da porta, roupa de exército devidamente suja e batida, umida pelo suor do meio da floresta, cabelos presos em coque, por um boné verde com uma estrela azul no meio, deixando apenas alguns fios cairem em seus ombros e na frente de seus olhos marcadamente latinos, está levemente indiferente à cena que vislumbra diante de si no interior da cabana.
Antes disso Francisco, viera correndo pelo cerco da mata noturna, com suas botas de soldado, sem boné, rosto ossudo nas extremidades, magro, ágil e alto, sua camisa de soldado, desabotoada e desenssacada, empurrando os galhos desesperadamente com seus dois antebraços, não carregava nenhuma arma, por horas tropeçando em buracos que a noite não lhe permitirá ver e se levantando rapidamente, por horas tirando seus cabelos úmidos da frente de seus olhos, chegava esbaforido e trêmulo a cabana, passando aos tropeços pela porta onde Carmem serrava suas unhas sem dar nenhuma atenção ao soldado que por ela havia cruzado…
* * *
-Lá ao alto, finalmente estava vendo! Centenas, e todas as horas que um relógio gasto pode marcar! Esperava há meses essa forma meio ovalar e triangular, aparecer entre as nuvens brancas de um dia de sol. Chuvas…sim, chuvas, ventos de todos os nomes, todos os próprios nomes, belos finais de dia, luas indisctríveis, fumaças, neblinas, finalmente o não nomeado e lá onde está o próprio nome.
Aquela colina tinha virado meu coração por meses, aquele pedaço de mar que via noite e dia, minha própria alma; minha vígilia estava marcada no casaco azul espancado por esses dias de olhos límpidos. Esperava.
Hoje, finalmente, ele chegou, o navio havia chegado.
* * *
Como anfintrião, desde o dia de hoje vos apresentarei um romance. 7 de julho me parece um dia bom. Assim também são os dias: os lados. Temos até dezembro 7 meses. O romance será apresentado a partir de então nas suas formas de “capítulos”. Não espero concluí-lo até dezembro, ou meados de. Mas pode ser que ocorra. Lembro que “rompantes” podem surgir na escrita, e a forma inical já afirmada aqui, momentaneamente deixada de lado em nome das “outras vozes” reinvidicando a bandeira de seu expressar, escritas. Sem mais as palavras, apenas a imagem ou algo parecido com ela.


Interessante como as palavras começam a formar imagens na nossa cabeça…
já começaram esses idiotas… “O Idiota”,Dostoievski..