setembro 23, 2011
(Entrei.)
2-Aurora
Flor. Ela veio como foi: cheia de mistérios e cheiros perfumados. No tempo em que conviveram juntos, pode-se dizer que foi um tempo vivido com os pés no chão. De fato, não seria, neste momento, uma mulher que o interromperia no meio de seu mergulho envolto aos peixes coloridos, na água azul e verde do mar-sem-fim.
Mas Pedro apreciou tudo da melhor maneira. Conversas de bobagens, de verdades, meias-verdades, música, noite, tarde e dia. Uma dança discreta em meio a um salão repleto…
Até o final prazeroso de uma música tocada. Eram esses tipos de coisas que faziam Pedro rir sem motivo, coisas da vida, momentos tecidos em belos bordados; algumas vezes inacabados, e por isso guardados na caixa dos “a terminar”, outras, acabados, completos, expostos ao sol na varanda de uma de suas casas, uma das tantas pelas quais já tinha passado.
Mas o que lhe deixava realmente voltado para si neste momento, era o fato de estar com o tempo em suas mãos e, a partir dele, desenhar em invetividades as cores que se resplandeceriam no amanhã.
É verdade que carregava ainda consigo uma mulher escondida, e isso lhe deixava com um ar de brisa principalmente quando, vez por outra, voltava seus olhos para o céu, sendo noite, tarde ou dia. Mas essas pegadas que via em seu caminho interno, começavam a sumir já fazia algum tempo; a mulher desaparecia ou escondia-se cada vez mais. Eram as lembranças que começavam a atuar no tablado. Vestiam máscaras, trocavam faces, mudavam roupa, e assim atuavam em um espetáculo sinuoso e barroco.
A mulher se desvanecia diante de Pedro no seu deserto interior. Se bem que estava agora num pequeno e formidável deserto cercado de plantas exóticas que brotavam do chão até um pouco mais que sua altura, uma espécie de aléia, e um caminho de pedras perfeitamente unidas.
Que as pegadas se desvanecessem, tudo bem. Pedro sorria, pois agora sabia, mais que nunca, que sua acuidade visual deveria ser bem mais usada e desenvolvida…
O dia germinava em seu deserto. Era um grande sol apaziguador que acalentava; era um grande mundo quente e arejado rodeando-lhe.


Talvez a junção cheesecake + café expresso resolvesse tudo… Nessa hora choveria no deserto. E a areia teria gosto de morango. Talvez pudessem até arriscar um tango.
P.s.: Até que você anda escrevendo bem. Tá virando um rapazinho!
Hahahaha! Adoro! Mas acho que não tou virando um “rapazinho” não, no entanto, muito obrigado pelo incentivo à escrita, pelo menos parece que não tou sendo chato e inoportuno, ainda…
(9:23h, sexta-feira, 23, setembro, acabei de acordar). Quando você ler os próximos escritos, lembre-se de “Pedro” e imagine como ele seja fisicamente…
Alto lá! Não é porque estás virando um rapazinho e escrevendo legal que deixastes de ser o autêntico chato que és… Hehehe
Não me importo muito com a aparência física de Pedro mas confesso que rezo pra que ele NÃO seja capricorniano…
Alto lá? Quem é o lá? E é alto é? Vixi, tava nem sabendo do lá, nem mesmo que era alto…
Obrigado pelo chato, não sei o que é “rapazinho”, e escrevo legal às vezes, principalmente na “terra dos comentários”: adoro!
Pode continuar pensando como Pedro é, mas já adianto que nem signo ele tem.
hihihihihihi!!