Murmurar

dezembro 9, 2011

Toda sílaba deitada escorre mais que em pé. Tão saliente foste, que repentino me achei admirado pelo caminho. Naquele dia ouvi de um amigo que ele precisava mais de “prosa” do que de poesia; pensei naquilo e depois de algum tempo me designei para o propósito. Toda poesia me afeta de alguma maneira, enlaçando

Antes me disseram: “corra!” apenas sonhos, apenas sonhos

minha querida. De dentro da alma surge uma flor de muitas pétalas sinuosas, e um perfume jamais sentindo atravessa todo o ar da noite.

É hora cidade, calada, crescente

insondável

murmurar,

servindo-nos hora trono,

hora altar.

(É o toque das estrelas…)

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