dá vida quem chega, que chega.
dezembro 21, 2011
Terei meu filho depois de certas batalhas do sangue.
O verde do parque,
O gato que passeia,
O azul de duas tardes em composição.
Terei meu filho depois de certas batalhas do sangue.
Só depois.
Parece antecipado o choro do firmamento
Que sinto já
Antes de segurá-lo nos braços.
Duas guerras sem fim.
O ponto envolto no caos presente.
A segurar qualquer arma,
Pena, luz, palavra, atmosfera,
Escavo a minha condição a qualquer custo.
Lapidado os momentos de poeira e vento frio,
Caio de joelhos e só depois,
Somente depois
Segurarei meu filho nos braços.
Antes,
Ajudo, crio, planto, afago, enumero,
Pão-doce, água sem gás
Gato pintado,
Cabrocha cheiro moça.
-É tudo que posso no momento: desculpai-me as falhas.
Belo Horizonte, março de 2010.

