fevereiro 13, 2012


4 – Nascer

Quando o sol vai construindo sua casa pela manhã, lentamente, pintando variações de cores conseguidas apenas por alguns mestres da pintura, no espaço do nascer do dia irrompiam-se.

Era que agora, mas não o agora no tempo exato, perfeito, lapidado como um vidro de ampulheta, Pedro sentia a ponta fria da liberdade encostando-se a seu peito. O fazia se encher de boas palavras em seu coração, e uma determinação do Quixote de Cervantes a todo o momento, todo momento lembrava que tinha olhos, mãos, boca, pernas, braços. E isso acontecia, e eram momentos em uma vida humana.

Sua pele estava pouco mais reluzente e secretamente, em qualquer momento, ele visitava alguns por do sois em montanhas construídas em sua imaginação.

Ficava lá no topo, junto com todo o dourado caindo nos braços do horizonte por horas, dias, anos, dinastias e impérios…

Ahô!

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